Sou viciada em aprender

No último post, falei-vos que me andei a sentir mais em baixo e que não consegui identificar exatamente quais as razões para estar assim. No entanto, numa das minhas reflexões sobre mim mesma e sobre o que estava a sentir, cheguei a uma conclusão importante.

Sou viciada em aprender.

Creio que já referi por aqui que me movo pela evolução. Pois bem, evoluir e aprender estão tão intimamente ligados que quase que são o mesmo. Só que apesar de sempre ter adorado aprender nunca tinha relacionado isso com o facto de me mover pela evolução e quando juntei este dois pontos acendeu-se uma luz na minha cabeça. Ajudou-me a justificar muita coisa e, para mim, entender o porquê de tudo é bastante importante.

Desde sempre que adorei tirar cursos e workshops das mais variadas coisas. Houve inclusive uma altura que tive de meter um travão a mim mesma e deixar de me inscrever em formações. Não havia orçamento que aguentasse. No ano passado, durante a minha viagem, quando comecei a deprimir a minha primeira solução foi começar a fazer várias cursos online. Terminei a minha viagem mais cedo porque decidi investir em formação e, este ano, optei por investir as minhas últimas poupanças em mais cursos. E isto é de tal importância na minha vida que até quando criei a minha roda da vida pessoal defini um “queijinho” só para cursos.

Uma das razões que me levou a despedir-me do meu anterior trabalho foi estar numa fase em que não tinha ninguém na empresa que soubesse mais do que eu da minha área e, por isso mesmo, não tinha com quem aprender mais. Passei um ano a sentir que estava a regredir. Ora, para uma pessoa que se move pela evolução, conseguem imaginar o pânico.

E, causa ou coincidência, a semana em que tive as últimas aulas do último curso que fiz este ano foi a minha melhor semana de 2019, que se seguiu pela minha fase negra. Entrei em ressaca, a motivação e a força de vontade abandonaram-me. E, sim, é bem possível que a falta do desafio da aprendizagem tenha sido o principal impacto.

Nesta altura, em que me encontro a trabalhar sozinha, os estímulos externos são menores. E os desafios que me vejo a enfrentar são mais de ordem pessoal do que propriamente intelectuais.

Durante a minha viagem, fui impactada diariamente com os mais variados estímulos externos. Todos os dias evoluía a um ritmo alucinante. Cresci imenso. E agora estou num ambiente completamente contrário. Por isso, seria até de estranhar se não tivesse a refletir essas diferenças. É normal ainda não me ter adaptado. Sobretudo porque estou a viver num ambiente temporário, apenas enquanto construo uma base para dar o salto para novos voos.

Mas o mais importante é que percebi que preciso mesmo de ter a aprendizagem na minha vida em boas doses diárias. É imprescindível para sentir-me viva. E agora que tomei consciência disso, só depende de mim torná-lo realidade.

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